Imagine uma panela de pressão cozinhando sobre o fogo. Quanto maior e mais quente a chama, mais rápido e potente é o que acontece dentro dela.

Assim também é o mecanismo do aquecimento global, que há décadas preocupa cientistas e estudiosos do clima. Como no interior da panela, a temperatura da Terra também está aumentando e já é sentida em maior ou menor escala em todo o planeta.

Mas, diferentemente da chama que aquece a panela, que pode ser desligada a qualquer momento, o planeta continua a aquecer ano após ano, e consequências devastadoras ameaçam a vida na Terra como a conhecemos.

Uma dessas consequências são as mudanças climáticas.

Para entender o que são e por que existem, o ImPacto NetZero preparou um Guia das Mudanças Climáticas, respondendo a seis perguntas sobre o tema.

O que são mudanças climáticas?

Mudanças climáticas são alterações nos padrões gerais de clima da Terra causadas por fenômenos naturais ou por um conjunto de práticas humanas, como as emissões desenfreadas de gases de efeito estufa (GEEs), por exemplo.

O aquecimento global e o efeito estufa estão intimamente relacionados às mudanças do clima, produzindo graves impactos socioambientais, como perdas e danos a comunidades, aumento de eventos climáticos extremos, destruição de ecossistemas e de biodiversidades, e além.


Quais são as principais causas das mudanças climáticas?

Apesar de também serem causadas por fenômenos naturais, as mudanças do clima vistas e sentidas ao longo das últimas décadas  são frutos da ação humana desenfreada.

De acordo com a WWF Brasil, as principais atividades humanas associadas às mudanças climáticas são “a queima de combustíveis fósseis (derivados do petróleo, carvão mineral e gás natural) para geração de energia; atividades industriais e transportes; conversão do uso do solo; agropecuária; descarte de resíduos sólidos (lixo) e desmatamento.”

Quais são os principais riscos e impactos das mudanças climáticas no Brasil e no mundo?

Em 2021, o 6º Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) apontou que a Terra aqueceu mais de um grau celsius em comparação aos níveis pré-industriais e que esse aumento já era suficiente para gerar consequências catastróficas à vida no planeta.

Agora, um novo relatório do IPCC, de fevereiro deste ano, aponta e dimensiona os impactos das mudanças do clima se nada ou pouco for feito. Entre os destaques do IPCC estão a iminente inflexão de biomas, a estimativa de que três bilhões de pessoas podem sofrer “escassez crônica de água” e o dado de que os seres humanos estão perdendo a capacidade de se adaptarem.

No Brasil, em especial, essas mudanças podem gerar impactos socioambientais graves como secas ainda mais prolongadas, surtos de doenças infecciosas e produções agrícolas escassas.

Conheça outras três atuais consequências das mudanças climáticas.


Por que eu devo me preocupar com as mudanças climáticas?

Nas palavras do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, as consequências apontadas pelo novo relatório do IPCC sobre um planeta ainda mais quente são consideradas um “atlas do sofrimento humano.”

As mudanças climáticas são um risco para a vida de todas as espécies, em todas as esferas e em todos os lugares.

Isso significa que todas as pessoas, em maior ou menor grau, já são ou serão expostas aos mais diversos impactos das mudanças do clima, mesmo que sejam as menos responsáveis por elas.

Por isso, preocupar-se com um planeta mais justo, sustentável e resiliente é uma questão de sobrevivência tanto individual quanto coletiva.


Como podemos combater as mudanças climáticas?

Segundo Lincoln Alves, pesquisador no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), reduzir significativamente as emissões de GEEs é a principal ação para combater as mudanças climáticas em curso. 

“Isso pode ser atingido de diversas formas, entre elas redução do desmatamento, restauração de áreas desmatadas, transição da matriz energética para energia limpa”, explica. Para tanto, são necessárias ações integradas, urgentes e estratégicas entre governos, setor privado e sociedade civil.

Alves ainda pontua que “melhorar a educação, aumentar a conscientização e a capacidade humana e institucional sobre mitigação e adaptação” são aspectos importantes na luta contra as mudanças do clima.

De acordo com a ONU e o IPCC, “financiamento adequado, transferência de tecnologia, comprometimento político e parcerias” também são caminhos possíveis. Além disso, cada pessoa pode fazer sua parte, cobrando de seus governantes, realizando pequenas mudanças de hábitos no cotidiano e divulgando o conhecimento sobre a crise climática. 


Quais são os principais mitos sobre as mudanças climáticas?

As evidências da ciência climática, como os próprios relatórios do IPCC, continuam sendo uma ferramenta-chave na luta por um planeta mais sustentável.

“Não é preciso ser um expert para observar que a mudança do clima é real. Não será preciso esperar o futuro, a próxima década. A mudança climática já está afetando todas as regiões do globo, e seu impacto já é percebido em todos os setores estratégicos”, pontua Lincoln Alves.

Apesar de existirem ainda muitos mitos em relação às mudanças climáticas, aprofundar-se no assunto e difundir a ideia de que elas precisam ser combatidas com urgência é um dos caminhos para se alcançar um futuro possível.

Confira cinco mitos sobre as mudanças do clima.

Terra, Natureza, Mulher.
Três substantivos femininos.
Três potências conectadas.

Entre essas palavras, existem personagens inspiradoras da vida real que demonstram a importância de se preservar essa conexão.

Em celebração ao Dia Internacional da Mulher 2022, o ImPacto NetZero conta a história de duas delas que, por meio de seu trabalho, dedicam sua existência a ouvir os chamados da mãe Terra e de outras tantas mulheres.

Paulina Chamorro

Onde há natureza, lá está Paulina Chamorro em busca de uma história para contar.

De raízes chilenas e alma brasileira, Paulina, desde muito nova, aprendeu a ouvir os chamados da Terra. Nas ondas que rebentam na imensidão dos oceanos, ela se deu conta de que existe algo muito maior e especial entre nós e o planeta. 

Anos mais tarde, já tendo atravessado a Sul-América, Paulina encontrou no Brasil uma maneira de transformar suas inquietações e pensamentos em comunicação. Embrenhada na floresta ou a bordo em alto-mar, a jornalista especializada em temas socioambientais registra histórias, sobretudo de mulheres, e suas relações com a natureza.

Nomeada por ela mesma como "ativista da comunicação amorosa”, Paulina dá voz, lugar e reconhecimento para sujeitos femininos no seu mais atual projeto “Mulheres na Conservação”, ao lado do fotógrafo João Marcos Rosa. São histórias reais de mulheres que personificam a Terra e que resistem com alegria na luta pelo planeta, assim como ela.

Além do “Mulheres na Conservação”, Paulina ainda encontra motivação por meio das palavras em seu podcast “Vozes do Planeta”, do balanço das marés na “Liga das Mulheres pelo Oceano” e de outros tantos projetos que recebem o olhar e a escuta atenta da repórter.

Natalie Unterstell

A história de Natalie Unterstell poderia ter sido escrita de muitas outras maneiras, não fosse pelas batidas de seu coração.

Aos dezoito anos, pousou na Amazônia e se deu conta de que, ao ouvir os chamados de dentro, descobriria uma outra Natalie. Desde então, não ousou viver de outra maneira: escutando seus instintos e observando as demandas do planeta com mais atenção.

Manter-se firme em seus propósitos é o grande lema da administradora especialista em políticas públicas. Otimista e adepta aos diálogos, Natalie é tanto voz ativa quanto espaço de acolhimento. E, entre questionamentos, palavras e ações, vai transformando pedaços do todo, um de cada vez e nunca sozinha. 

Apesar de não ter uma formação na área ambiental, fez da crise climática sua batalha e de um planeta possível no futuro o seu ideal. Seja no setor público, privado ou em iniciativas próprias, como o Instituto Talanoa, que preside, Natalie encontrou na força das mulheres - incluindo ela mesma - uma poderosa ferramenta de mudança.

Unidas por anos de diferença e experiências mil, a Natalie de hoje e a de ontem seguem caminhando juntas pelo mesmo ideal, convictas de que as maiores mudanças começam, primeiro, pelo lado de dentro para então se expandirem e mudarem o mundo.

A Sustentabilidade é um conjunto de práticas e estratégias para conservar o planeta, sem afetar as futuras gerações.

O tema tem estado, cada vez mais, no centro das discussões das empresas, mas você sabia que a sustentabilidade também pode começar em casa? Por meio de pequenas mudanças é possível adquirir novos hábitos e gerar impactos positivos no longo prazo.

Confira exemplos de como ser sustentável em casa e adaptar ações para o seu dia a dia.

Lixo responsável

Todo lixo gerado por você é de sua responsabilidade! Por isso, é preciso atenção com o volume e a maneira como é descartado.

Movimentos como Uma Vida Sem Lixo, por exemplo, indicam estratégias para reduzir ao máximo a produção de resíduos em casa ou para fazer sua composteira para lixos orgânicos.

Separar corretamente o lixo reciclável também é uma ação sustentável que pode ser adotada por qualquer pessoa. Muitas cidades possuem serviços de coleta seletiva, que recolhem esse tipo de resíduo

Horta caseira

Produzir seu próprio alimento, além de saudável, também é sustentável!

Hortas residenciais são práticas e não demandam muito espaço. Basta dedicação, rega e uma boa dose de luz solar para que as hortaliças prosperem. Mas cuidado com desperdícios!

Saiba como montar a sua.

Energia econômica

Apesar de os painéis solares ainda serem uma realidade distante para muitas pessoas, é possível economizar energia e contribuir com o planeta de outras formas.

Diminuir o tempo do banho, optar por eletrodomésticos com selos sustentáveis e retirar aparelhos da tomada quando não estão sendo utilizados parecem atitudes óbvias, mas reduzem e muito o consumo de energia.

E, se você pode investir em energia verde, já existem opções disponíveis no mercado de tecnologia solar adaptada para residências.

Da obra à decoração

Escolhas sustentáveis em casa também podem começar desde sua concepção.

Se você vai construir um imóvel, que tal optar por materiais sustentáveis e com selos verificados de proteção ambiental? Pesquisar e comparar é uma boa pedida!

O mesmo vale para a escolha dos móveis e da decoração. Prefira aqueles com selos de reflorestamento ou de reciclagem, por exemplo, que geram menos impacto.

Consumo consciente

Por fim, uma vida mais sustentável em casa também passa pelo que é consumido dentro dela.

Ao escolher produtos e empresas, prefira aqueles que possuem menor impacto ambiental e zero desmatamento ilegal em suas cadeias.

Para saber se uma empresa é sustentável, pesquise sobre seus produtos, como são feitos e para que são utilizados. Além disso, consulte sobre programas e iniciativas em que elas investem e de que fazem parte. Também atente-se aos Relatórios de Sustentabilidade, documentos oficiais divulgados periodicamente pelas companhias.

Confira outras seis dicas para reduzir as emissões de carbono no dia a dia.

Nunca antes como em 2021 se pesquisou tanto sobre “Mudanças Climáticas”. A afirmação é da Year in Search 2021, lista anual de tendências do Google.

Não é por acaso! Em 2021, o mundo se deparou com limites e extremos no clima, consequência do que há muito especialistas alertam: as mudanças climáticas estão aqui e agora, em todas as regiões do planeta, em maior ou menor grau.

Em agosto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que o futuro das espécies e do planeta está em “código vermelho”, após o lançamento do 6º Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O documento aponta que a Terra já aqueceu mais de um grau celsius em comparação aos níveis pré-industriais, em grande parte pela emissão, poluição e degradação resultantes de atividades humanas desenfreadas.

Mas, se a ação humana é responsável pelo planeta de hoje, então é pela própria humanidade que um novo futuro pode ser construído coletivamente. Em 2021, além de “Mudanças Climáticas”, o termo “Sustentabilidade” bateu recorde mundial de pesquisas, também de acordo com o Year in Search 2021

Apesar de ainda haver muito a se fazer, este ano mostrou que muito já está sendo feito - e por vir! Nas palavras de Joyce Msuya, diretora-executiva adjunta do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), “2021 deve marcar o início da era da ação”.

Em ritmo de fim de ano, confira uma retrospectiva com alguns destaques da ação climática global em 2021:

Conferência da virada

Em novembro, líderes políticos, ativistas, organizações e representantes de empresas e da sociedade civil se encontraram em Glasgow, Reino Unido, para a 26ª Conferência das Partes (COP26), a maior reunião sobre clima da ONU.

Adiada em um ano devido à pandemia, a Conferência foi um dos eventos mais aguardados de 2021, sendo considerada um possível “ponto de virada” para um planeta mais resiliente às mudanças climáticas.

Depois de duas semanas intensas de negociações, o mundo conheceu os novos acordos firmados entre as Partes (nações signatárias da ONU) e viu outros antigos serem concluídos, como o Livro de Regras do Acordo de Paris. Neste ano, pela primeira vez na história das COPs, o acordo final da Conferência cita “Combustíveis Fósseis” como um recurso a ser superado e substituído em definitivo.

Entre os destaques da COP26 estão o Acordo de Florestas (zerar a perda de florestas até 2030) e o Acordo do Metano (cortar em 30% as emissões globais do gás até 2030). Já o Brasil divulgou na Conferência que pretende ser carbono neutro até 2050 e cortar em 50% suas emissões até 2030, entre outras definições. Confira aqui um resumo das principais negociações.


Metas alinhadas à ciência

Em 2021, mais de 1300 empresas globais de diversos portes e setores se comprometeram com metas baseadas na ciência climática junto à Science Based Targets initiative (SBTi). De 2015 para cá, esse é o maior número de companhias estabelecendo metas em um único ano.

De acordo com dados da iniciativa, mais de 2220 empresas estão engajadas hoje com alguma meta em prol do planeta, sendo quase 1120 agindo para limitar o aquecimento a 1,5ºC. Do Brasil já são 31 companhias alinhadas à SBTi, incluindo a Klabin.

A SBTi é uma iniciativa que oferece métodos e ferramentas para que empresas estabeleçam metas baseadas na ciência climática para reduzir suas emissões de gases de efeito estufa (GEEs).


Meio ambiente e educação em foco

O ano de 2021 também foi especial para o meio ambiente e para a educação ambiental, que receberam importantes avanços por meio da ONU.

Em outubro, “o Conselho de Direitos Humanos da ONU reconheceu, pela primeira vez, que ter o meio ambiente limpo, saudável e sustentável é um direito humano.” Diante da crise climática, que se agrava em comunidades vulneráveis, o reconhecimento é uma constatação da necessidade de seguirmos lutando por um planeta mais resiliente e que ofereça condições para o direito de existir.

Cinco meses antes, em maio, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) adotou a Declaração de Berlim sobre Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS). O objetivo da Declaração é tornar a educação ambiental um componente curricular básico até 2025, com “uma série de políticas para transformar a aprendizagem.” A adoção do documento foi endossada por uma análise da UNESCO dos currículos escolares básicos de 50 países, a qual constatou que “mais da metade desses planos e currículos não fazem qualquer referência à mudança climática e apenas 19% deles tratam sobre biodiversidade.”

País da bioeconomia

Em outubro, o Brasil sediou o Fórum Mundial de Bioeconomia 2021, em Belém (PA). Foi a primeira edição do evento fora da Europa.

Em formato híbrido, o Fórum reuniu públicos e palestrantes de diversos países para debater a importância da bioeconomia e das soluções baseadas na natureza para um futuro mais sustentável. Temas como Bioeconomia na Amazônia, Financiamento Sustentável, Saúde e Bioeconomia estiveram em pauta no evento.

O Fórum Mundial de Bioeconomia resultou no lançamento da Declaração 2021, que reconhece a bioeconomia como uma alternativa valiosa para “abrir novas fronteiras para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e dos ecossistemas, bem como para a inovação e o aumento da produtividade no uso econômico de recursos de base biológica.” O documento também declara o Pará como o primeiro estado brasileiro a adotar uma Bioestratégia para incentivar ações de base natural.

Meses antes, o Fórum estabeleceu o dia 7 de julho como o Dia Mundial do Bioproduto, uma data para celebrar e incentivar o uso de produtos de base biológica no combate às mudanças climáticas.


Sustentabilidade de impacto

Também em 2021, projetos, movimentos e campanhas em prol de um mundo Net Zero foram criados e ampliados global e localmente. Agora, a pauta já é uma das mais debatidas no setor empresarial, por exemplo, acompanhada das práticas ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês).

Assim como o ESG, o tema Net Zero deve ganhar ainda mais força nos próximos anos e tornar-se um marcador de seleção de companhias e negócios que se preocupam, se responsabilizam e agem para combater as mudanças climáticas. Afinal, quem não se adaptar às demandas do planeta tem grandes chances de “ficar para trás”.

Pensando na urgência e no compromisso com a sustentabilidade, a Klabin e a Rede Brasil do Pacto Global da ONU se uniram, neste ano, para o lançamento do nosso movimento, o ImPacto NetZero. Nosso objetivo é mobilizar empresas e sociedade a adotarem uma economia de baixo carbono para redução das emissões de gases de efeito estufa.

Ao longo de 2021, os canais do movimento impactaram significativamente pequenas, médias e grandes empresas, além da sociedade civil. Nossos conteúdos foram acessados em larga escala, em especial os que demonstram preocupação com ações sustentáveis, como o “6 dicas para reduzir a emissão de carbono no dia a dia”.

Saiba mais sobre como fazer parte do movimento aqui.

A maior reunião sobre clima da Organização das Nações Unidas (ONU) está de volta depois de um hiato devido à pandemia.

Prestes a começar em Glasgow, no Reino Unido, a 26ª Conferência das Partes (COP26) já é considerada um dos eventos mais importantes de 2021 e um “ponto de virada” para as próximas décadas.

Entenda o que são as COPs e sua importância.

De 01 a 12 de novembro, líderes das nações mundiais, do setor privado, da academia e da sociedade irão debater e negociar ações climáticas urgentes e efetivas no curto, médio e longo prazo. São essas negociações que determinarão os rumos do futuro do planeta e da humanidade.

Por isso, a COP26 elaborou o Presidency Programme* (Programa da Presidência, em tradução livre), uma agenda com os principais debates diários da Conferência, que vão de Finanças, Transporte e Ciência até Gênero e Natureza. De acordo com o site do evento, a agenda foca em “questões-chave para impulsionar a ambição e a ação.”

Confira abaixo os dias e temas do Presidency Programme.

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Além do Presidency Programme, a COP26 também organiza o Green Zone Programme*, uma série de eventos paralelos às negociações que podem ser conferidos ao vivo, no Centro de Ciência de Glasgow, ou virtualmente, pelo canal do YouTube da COP26.

Confira a agenda do Green Zone Programme aqui

*A programação do Presidency Programme e do Green Zone Programme são oficiais, podendo sofrer alterações durante a COP26, de acordo com as necessidades da organização da Conferência. 

Fique ligado!


Em nosso Twitter você confere a agenda diária da COP26 e a cobertura com os principais destaques do evento.

De acordo com o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), para limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais e evitar os impactos mais catastróficos das mudanças climáticas, o mundo deve reduzir pela metade as emissões de CO2 por volta de 2030 e alcançar emissões líquidas zero em meados do século.

O que é o Ambição Net Zero?

O Ambição Net Zero (Climate Ambition Accelerator) é um programa de aceleração de seis meses que visa desafiar e apoiar empresas integrantes do Pacto Global da ONU para que estabeleçam metas ambiciosas em relação ao clima, alinhadas à ciência climática, e para que integrem o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13 (Ação Climática) e os objetivos do Acordo de Paris em suas estratégias de negócio.

É uma oportunidade para que as empresas se tornem referência dentro da agenda climática nacional e internacional, reforçando o compromisso com uma atuação social e ambientalmente responsável, fomentando inovação, aumentando a resiliência, o valor de mercado e a sustentabilidade no longo prazo.

Quais benefícios o Ambição Net Zero proporciona?

Por meio das Redes Locais do Pacto Global em todo o mundo, as empresas participantes terão acesso às melhores práticas globais, oportunidades de aprendizagem em grupo, sessões de capacitação e treinamentos sob demanda. Os participantes aprenderão:

Como funciona a jornada?

O programa Ambição Net Zero tem duração de seis meses e é exclusivo para empresas-membros do Pacto Global. No caso do Brasil, empresas que fazem parte da Rede Brasil do Pacto Global.

Foi desenvolvido para empresas que buscam progredir na definição de metas de emissões com base na ciência climática e que querem construir um caminho claro para lidar com a transição rumo a zero emissões líquidas de gases de efeito estufa (Net Zero).

Durante essa “jornada climática”, a empresa será equipada com o conhecimento e as habilidades de que precisa para desenvolver planos concretos para acelerar o fortalecimento de sua agenda climática.

As empresas estão se comprometendo com a meta de reduzir as emissões líquidas a zero (Net Zero)?

Reconhecendo a importância de manter o aquecimento global em 1,5°C, as empresas estão cada vez mais empenhadas em adotar metas climáticas de emissões líquidas zero.

Entre julho de 2019 e junho de 2020, mais de 230 empresas se comprometeram a atingir emissões líquidas zero como parte da campanha Business Ambition for 1.5°C, uma chamada urgente para as empresas definirem metas de redução de emissões alinhadas a 1,5°C. A campanha é liderada pela Science Based Targets initiative (SBTi) e apoiada por uma coalizão global de líderes das Nações Unidas, organizações empresariais e ONGs.

Por que as empresas precisam reduzir suas emissões?

As empresas precisam se comprometer com metas de redução alinhadas ao Acordo de Paris, tratado mundial criado com o objetivo de reduzir o aquecimento global. E para alcançar esse objetivo, é preciso traçar metas baseadas na ciência.

Mas por que é importante ter metas de redução baseadas na ciência?

A adoção de metas baseadas na ciência garante a implementação de ações no curto prazo. Apesar de as metas de Net Zero serem previstas para 2050, as ações climáticas precisam começar hoje. E precisamos de integridade e credibilidade para atingir esse compromisso, o que é fornecido pela SBTi, iniciativa criada e implementada por quatro organizações parceiras – CDP, Pacto Global das Nações Unidas, WRI e WWF – que atuam coletiva e globalmente.

As metas adotadas pelas empresas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) são consideradas "baseadas na ciência" se estiverem de acordo com o que a mais atual ciência climática indica como necessário para que os objetivos do Acordo de Paris sejam alcançados: limitar o aquecimento global a muito abaixo dos 2°C com relação aos níveis pré-industriais, envidando todos os esforços possíveis para limitar esse aumento da temperatura global a 1,5°C.

Como uma empresa pode começar a trabalhar suas metas?

O primeiro passo para trabalhar metas de redução de GEEs é internalizando conhecimento. E a melhor forma para isso é fazer parte do programa Ambição Net Zero. Durante essa “jornada climática”, a empresa será equipada com o conhecimento e as habilidades de que precisa para desenvolver planos concretos para acelerar o fortalecimento de sua agenda climática.

O formato do programa permite às organizações acesso a conteúdos de alto nível, benchmarks globais e contato com empresas de visibilidade internacional, ao mesmo tempo que se conectam aos desafios e potencialidades locais.

Quem pode participar?

Para participar do programa Ambição Net Zero, a empresa precisa atender aos seguintes critérios:

Estrutura geral

As empresas participantes do programa Ambição Net Zero trabalharão nas seguintes frentes:

Os conteúdos estão divididos em três módulos:

Uma iniciativa local com insights globais

Globalmente chamado de Climate Ambition Accelerator, o programa Ambição Net Zero é realizado também em outros 26 países e faz parte do portfólio de Iniciativas Globais de Impacto do Pacto Global das Nações Unidas.

Nacionalmente batizado de Ambição Net Zero e implementado pela Rede Brasil do Pacto Global, foi desenvolvido em um formato que permite às organizações acesso a conteúdos de alto nível, benchmarks globais e contato com empresas de visibilidade internacional, ao mesmo tempo que se conectam aos desafios e potencialidades locais.

Dúvidas? Acesse o site do programa para mais informações.

Cunhada pela primeira vez em 2005 no relatório “Who Cares Wins: Conectando mercados financeiros para um mundo em mudança”, do Pacto Global da ONU, a sigla ESG tem se difundido amplamente no mercado de investimentos nacional e internacional. Hoje, o termo já é usado como um marcador de seleção para negócios. Acionistas e investidores vêm gradualmente priorizando empresas que adotam princípios mais sustentáveis em relação ao meio ambiente, à sociedade e à administração corporativa.

ESG significa, em inglês, Environmental, Social and Corporate Governance. No Brasil, a sigla é traduzida como Ambiental (A), Social (S) e Governança Corporativa (G), ou ASG. Em linhas gerais, o termo ESG diz respeito a uma métrica de análise que avalia as práticas do setor empresarial para além das questões econômicas e financeiras, com um olhar mais aprofundado sobre pautas socioambientais e organizacionais.

É justamente o conjunto desses fatores que indica quais empresas estão mais engajadas com as novas demandas globais de sustentabilidade e, por consequência, têm mais chances de resultar em bons negócios e impactar positivamente o planeta. “A modalidade ESG acrescenta aos investimentos tradicionais o interesse pela mitigação de riscos ambientais, sociais e de governança causados pela atuação da empresa investida com a expectativa de maior retorno financeiro e agregação de valor”, explica o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE).

Companhias como a Morgan Stanley Capital International (MSCI), uma das mais reconhecidas no mercado financeiro, se dedicam à verificação das práticas internas e externas das empresas relacionadas aos princípios ESG. A partir dessa análise, a MSCI classifica as instituições em “Retardatárias”, ainda distantes das práticas ESG, “Medianas” e “Líderes”, altamente comprometidas com meio ambiente, sociedade e governança, como mostra o infográfico da XP Investimentos:


Afinal, quais são as práticas ESG?

Uma empresa se aproxima de uma classificação “Líder” em ESG quando desenvolve e introduz em suas práticas corporativas ações mais sustentáveis, inclusivas e equitativas. De acordo com a XP Investimentos, algumas dessas práticas são:

Ambiental: redução de emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEEs); preservação da biodiversidade; financiamento sustentável e gestão responsável de recursos naturais; investimento em energias renováveis; entre outras.

Social: condições de trabalho justas e invioláveis; proteção individual e coletiva de colaboradores; padrões de segurança e qualidade de produtos; investimento em capital humano; acesso à nutrição e à saúde; entre outras.

Governança Corporativa: ética e transparência nos negócios; auditorias e controles acionários; diversidade corporativa, do conselho ao quadro de colaboradores; adoção de ações contra corrupção; entre outras.

Por que aderir às práticas ESG?

Investimentos ESG já se caracterizam como um divisor de águas para o setor empresarial. Companhias que não se dedicarem a adequar suas práticas e adotar princípios ESG nos próximos anos têm grandes chances de “ficar para trás nos negócios”. Confira outras razões para se mobilizar em prol do meio ambiente, da sociedade e da governança corporativa:

Fortalece o movimento Net Zero

Quando empresas se mobilizam para adotar práticas ESG, em especial voltadas às questões ambientais e de redução de GEEs, o resultado é um impacto direto na manutenção do aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C.

Mais receita, menos custos

Empresas que adotam práticas ESG estão mais preparadas para atender às políticas e exigências que vêm sendo praticadas ao redor do mundo. Com negócios mais responsáveis e colaboradores mais valorizados, a tendência é que cada vez mais o negócio atraia o interesse de investidores.

Produtividade e demanda em alta

Não é só o setor de investimentos que está de olho em empresas alinhadas aos princípios ESG. Consumidores cada vez mais informados e exigentes têm dado preferência a produtos e serviços que adotem práticas sustentáveis.

Solidez para investidores

A iniciativa de gestão de ativos Net Zero Asset Managers já representa 1/3 dos investimentos ESG em todo o mundo. Atualmente com 87 signatários, incluindo brasileiros, o grupo de gestores é a prova de que a adoção de práticas sustentáveis tem grande destaque no setor empresarial.

Saiba como fazer parte dessa revolução!

Celebrado anualmente em oito de junho, o Dia dos Oceanos foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) junto à Cúpula da Terra, em 1992. Em 2008, a data foi elevada a uma comemoração mundial, e a preocupação com os oceanos e com o futuro do planeta ganhou novos debates e mobilizações pelo globo. 

Afinal, os oceanos são considerados o “verdadeiro pulmão do mundo”, responsáveis por metade do oxigênio (O2) que todas as espécies – marítimas ou não – respiram. Mesmo quem mora longe do mar é influenciado por ele, seja pela regulação do clima, pela manutenção da biodiversidade, pelo provisionamento de alimentação ou pela garantia de sua própria respiração.

Em 2021, o Dia Mundial dos Oceanos teve como tema “O oceano: vida e meios de subsistência”. Na ocasião, o secretário-geral da ONU, António Guterres, veio a público fazer um apelo enfático para que a humanidade se conscientize ainda mais sobre a importância dos oceanos e encerre o que ele chama de “guerra contra a natureza”. Em sua mensagem, Guterres advertiu sobre as consequências da devastação marítima e lembrou que, hoje, mais de três bilhões de pessoas ao redor do mundo sobrevivem por meio dos oceanos.

O secretário-geral também destacou o papel econômico, cultural e social dos oceanos, que poderá ser comprometido caso as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) continuem desenfreadas. “As emissões de carbono estão provocando o aquecimento e a acidificação dos oceanos, destruindo a biodiversidade e causando o aumento do nível do mar, que ameaça costas densamente povoadas”, constata Guterres.

De acordo com estudos científicos de 2019 sobre clima, os oceanos estão em um ritmo de aquecimento 40% mais rápido do que o estimado em 2014 pela ONU. A conta é simples: quanto mais emissões de GEEs, mais eles retêm o calor da atmosfera. Com isso, aumentam também as chances de complicações graves para os oceanos e a vida na Terra, em virtude do derretimento de calotas polares, do aumento do nível do mar, de eventos climáticos mais severos e recorrentes, da destruição de ecossistemas e cadeias alimentares, entre outras.

Instaurada no começo deste ano, a “Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030)” é mais um chamado da ONU para que os países signatários da Organização continuem a se empenhar em prol dos oceanos. A década fornecerá uma oportunidade única para que as nações trabalhem juntas para produzir uma ciência oceânica global necessária para apoiar o desenvolvimento sustentável do oceano que compartilhamos. Mitigar as mudanças climáticas no longo prazo e com atuação mundial é considerado uma das maneiras mais imperativas para conter o avanço do aquecimento do planeta e, em consequência, proteger os oceanos e a vida como um todo.

Alinhar-se a metas como as propostas pelo Acordo de Paris e pela Business Ambition for 1.5ºC são algumas das ações que empresas, governos e sociedade podem aderir para combater danos irreversíveis aos oceanos. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de número 14 (Vida Debaixo D’água) também atua especificamente na conservação e no uso responsável dos recursos dos oceanos.

Por terem papel fundamental na manutenção da vida na Terra, a preservação dos oceanos é urgente! Ao estimularem a redução de emissões de GEEs baseadas na ciência do clima, movimentos como o ImPacto NetZero contribuem com essa conservação.

Confira algumas curiosidades sobre os oceanos

Pulmões do mundo

De acordo com o GT Clima e Oceano, do Observatório do Clima, os oceanos liberam à atmosfera mais da metade do oxigênio que os seres vivos respiram. Além disso, eles captam ⅓ do gás carbônico (CO2) produzido pela humanidade, que é utilizado pela respiração das plantas marítimas e devolvido como O2 à atmosfera. Esse processo regula os ciclos biogeoquímicos e a temperatura média da Terra.

Planeta Água

A água dos oceanos representa mais de 90% do volume de água total da superfície da Terra, conforme informações do Discovery Channel. Isso também significa que a maioria das espécies aquáticas do planeta se encontra neles. Ainda assim, estima-se que 95% dos oceanos do planeta permanecem inexplorados até hoje.

Unidades de Conservação

As Unidades de Conservação (UCs) marítimas são grandes áreas oceânicas administradas legalmente para proteger os recursos naturais e a biodiversidade aquática. No Brasil, como explica o GT Clima e Oceano, existem duas categorias de UCs: “de proteção integral (destinadas à proteção da Natureza) ou de uso sustentável (destinadas à exploração dos recursos renováveis de forma sustentável)”. São as UCs que garantem, por exemplo, pescas mais responsáveis e a defesa de comunidades que dependem dos oceanos.

Laboratório flutuante

De acordo com a CNN, deve ser concluída em 2024 a construção de um laboratório flutuante financiado pelo governo francês para se estudar a concentração de carbono no oceano. A embarcação Polar Pod pesquisará o impacto dos GEEs e das mudanças climáticas no Oceano Atlântico, com foco no mar da Antártida.

Para descobrir mais sobre o universo dos oceanos, confira sete documentários disponíveis online.

A Klabin é a maior produtora e exportadora de papéis para embalagens e embalagens de papel do Brasil. Com 122 anos de história e 24 unidades industriais, sendo 23 no Brasil e uma na Argentina, além de uma robusta base florestal nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, a companhia é reconhecida nacional e internacionalmente por sua gestão pautada pelo desenvolvimento sustentável. 

Klabin: avanços sustentáveis

A Klabin mantém um compromisso histórico com a sustentabilidade e há anos vem trilhando um importante caminho no combate às mudanças climáticas. Em maio deste ano (2021), a empresa teve suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa aprovadas pela Science Based Targets initiative (SBTi). Com isso, alinha-se a mais de mil e quatrocentas companhias pelo globo no compromisso de reduzir suas emissões com base na ciência. Atuando em dois escopos (1 - emissões próprias e 2 - emissões em energia comprada), a meta aprovada estabelece a redução das emissões de GEEs por tonelada de celulose, papéis e embalagens em 25% até 2025, e em 49% até 2035, tendo 2019 como ano-base.

Em 2019, a Klabin foi uma das primeiras empresas brasileiras a se comprometer com a campanha “Business Ambition for 1.5ºC - Our Only Future”, liderada por agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e pela SBTi. Mais recentemente, aderiu ao movimento Race to Zero, ampliando ainda mais o seu compromisso de reduzir e neutralizar suas emissões de GEEs, a fim de contribuir de maneira efetiva para a mitigação das mudanças climáticas.

Por meio de inúmeras iniciativas de descarbonização de seus processos produtivos, a companhia reduziu em 64% as suas emissões específicas (CO2 eq/t produto) nos últimos 17 anos. Cabe ressaltar que, por conta de suas áreas florestais, que capturam e fixam CO₂ suficiente para compensar as emissões oriundas de seu processo produtivo, a Klabin já possui balanço positivo de carbono de 4,5 milhões de toneladas de CO₂eq, realizando um serviço ambiental de extrema importância para o combate às mudanças climáticas.

O comprometimento da Klabin com o tema contribuiu para que a empresa fosse convidada a integrar o COP26 Business Leaders, grupo responsável por difundir e engajar o setor privado no tema mudanças climáticas, além de tratar das pautas da 26ª Conferência das Partes, que será realizada este ano. 

Outra importante iniciativa da Klabin em relação à sustentabilidade são os Objetivos Klabin para o Desenvolvimento Sustentável (KODS). Em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a empresa estabeleceu em 2020 a Agenda Klabin 2030, com metas de curto, médio e longo prazos, as quais priorizam as necessidades ambientais, sociais e de governança fundamentais para o desenvolvimento de seus negócios e para as urgências da sociedade e do planeta. O tema “Mudanças Climáticas” faz parte dessa Agenda, tendo como uma de suas metas a captura líquida de 45 milhões de toneladas de CO₂eq da atmosfera entre 2020 e 2030.

A evolução da sustentabilidade na Klabin 

Desde a década de 1980, a Klabin se aproxima das questões socioambientais, mesmo antes das primeiras discussões sobre sustentabilidade alavancadas pela ONU. Muito além de uma preocupação com o capital industrial, a Klabin se mobiliza em prol de uma gestão eficiente e responsável dos recursos naturais e da biodiversidade.

Com diversos reconhecimentos e certificações, a Klabin segue trilhando uma trajetória de respeito e cuidado com o meio ambiente.

Conheça mais sobre a história da Klabin e fique por dentro das principais novidades da empresa aqui.

Nós, humanos, somos seres complexos que habitam a Terra há milênios. Cada qual com uma história e uma bagagem, significamos tudo e, ao mesmo tempo, equivalemos a apenas um pequeno fragmento no universo. Somos muitos e, ainda assim, encontramos uma maneira de ser únicos.

Mas, se somos tantos e tão particulares, o que nos impacta coletivamente? 

Em palestra, o ambientalista norte-americano John Francis nos dá uma pista: “Nós somos o meio ambiente, e como tratamos uns aos outros é como tratamos o meio ambiente.

Sem dúvida, a “casa” que habitamos em conjunto é o que nos une, mesmo com nossas diferenças. Coexistir na Terra nos mantém conectados e por isso nossas ações individuais, por menores que sejam, geram impacto em tudo e todos que compartilham o planeta.

Por muito tempo, a Terra existiu sem nós. Mas sem a Terra não há futuro possível para a vida como a conhecemos. Como estamos tratando nosso planeta, seus recursos, suas espécies e a nós mesmos? 

O movimento ImPacto NetZero é um convite para agirmos agora. 

A Campanha, que antes era chamada de Race to Zero Brasil, cresceu e agora tem a Rede Brasil do Pacto Global da ONU como importante parceira. 

ImPacto NetZero é um chamado para a mobilização de empresas e sociedade em prol de um planeta mais sustentável. Convidamos as empresas para avaliarem a adoção de metas de redução de suas emissões de gases de efeito estufa com base na ciência, colaborando, assim, para a mitigação das mudanças climáticas.

Faça parte dessa rede. Faça parte do ImPacto NetZero!

A década de 2010-2019 foi a mais quente em toda a história devido à grande quantidade de emissões líquidas de carbono, que alteram o efeito estufa e elevam o aquecimento do planeta. Caso a humanidade continue neste ritmo de produção de CO2, a projeção é que o aumento da temperatura média global da Terra atinja quase 4ºC até 2100, de acordo com a organização Climate Action Tracker.

Para evitar desastres naturais causados pelo aquecimento global – como elevação do nível dos mares, derretimento de geleiras, alteração na distribuição de chuvas, secas prolongadas e enchentes e mudanças em toda cadeia alimentar – é necessária a redução drástica do uso de fontes fósseis, como petróleo. 

É diante desse objetivo que surgiu o Net Zero, conceito focado em desenvolver estratégias para se chegar a um balanço de emissões líquidas zero de gases de efeito estufa (GEEs), sobretudo o carbono.

O Net Zero tem ganhado aderência em diversas organizações, principalmente nos últimos anos, devido à crescente pressão de acionistas, ativistas e clientes para que empresas mantenham estratégias mais sustentáveis, garantindo uma melhor qualidade de vida para o planeta e seus habitantes.

Esse compromisso também ganhou maior notoriedade a partir do Acordo de Paris, um tratado mundial de 2015 entre 196 nações, incluindo o Brasil, que visa reduzir o aquecimento global. Em vigor desde 2016, tem como principal objetivo limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC. Para isso é necessário que as nações atinjam emissões líquidas zero até 2050.

O que é Net Zero?

Net Zero é o nome simplificado de Net Zero Carbon (Zero Emissão Líquida de Carbono, em tradução livre). Metas Net Zero estabelecem um compromisso de, em primeiro lugar, reduzir ao máximo a emissão de gases de efeito estufa e, a partir daí, neutralizar as emissões residuais, ou seja, aquelas que não tenha sido possível eliminar. Dessa forma, mais do que a compensação, é necessária uma queda drástica na emissão de CO2 para um planeta mais resiliente.

Como se tornar Net Zero

Mais que compensar, é preciso reduzir emissões líquidas de CO2

Muitas empresas já compensam a produção de carbono com os chamados créditos de carbono, mas é hora de ir além. É preciso que as organizações tenham um plano de gestão voltado à redução da emissão líquida de CO2.

Isso significa que as emissões líquidas zero devem ser atingidas não apenas pela compensação das emissões mas, em primeiro lugar, por meio da redução dessas emissões. Quanto mais próximo de zero o nível de emissões líquidas de CO2, melhor.

Acompanhamento constante de metas

Para apoiar as empresas em sua jornada rumo às emissões líquidas zero, a iniciativa Science Based Targets (SBTi) está elaborando critérios e métodos para que as empresas possam estabelecer metas Net Zero de acordo com o indicado pela mais atual ciência climática. Além disso, a SBTi lançou um documento que estabelece os fundamentos e princípios orientadores para essas metas, além de esclarecer conceitos relevantes em torno do tema. 
No site da SBTi também é possível acompanhar o processo de elaboração desses critérios e metas e manter-se atualizado sobre o que está sendo produzido.

Contribuições para o planeta

Ao se tornar Net Zero, diversos são os benefícios ao planeta como um todo: não só do ponto de vista ambiental, mas também econômico, social, de governança, de saúde e mais.

Menor nível de pobreza mundial

A redução de emissões líquidas de carbono contribui também com a redução da temperatura média global, diminuindo assim a ocorrência de incêndios, secas e enchentes que destroem regiões e levam ao avanço da pobreza mundial. Com a adoção do Net Zero, a qualidade de vida de populações inteiras pode ser melhorada.

Estilo de vida mais saudável

Quanto mais empresas aderirem ao Net Zero, maiores serão as mudanças no estilo de vida da humanidade. Afinal, há, por exemplo, uma maior aderência ao consumo consciente, ao não desperdício de alimentos e a opções de transportes não poluentes, entre outros.

Maior preservação da fauna e flora

Um estudo do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aponta que um aumento de 2ºC na temperatura média global resultaria na extinção de 99% dos recifes de corais do planeta, além de 16% das plantas, por exemplo.

Como consequência, os animais que mantêm uma relação de mutualismo ou de cadeia alimentar com esses biomas também morreriam. Ao aderir ao Net Zero e reduzir as emissões líquidas de carbono, fauna e flora também são poupados.

Menor risco de problemas respiratórios e câncer de pele

Uma das consequências do aquecimento global à saúde humana são os maiores riscos de problemas respiratórios, como alergia, asma, pneumonia, câncer de pulmão, bronquite, entre outros. 

Com uma maior emissão líquida de carbono, a camada de ozônio também é atingida e a radiação ultravioleta chega à Terra com mais força, podendo levar a queimaduras e até ao aumento de risco de câncer de pele e cataratas.

Com menor concentração de carbono na atmosfera e redução do aumento da temperatura global, a proteção natural da Terra e a qualidade do ar melhoram e, assim, as irritações em vias aéreas, os prejuízos aos pulmões e até alguns tipos de câncer são evitados. 

Menores níveis de obesidade, desnutrição e até dengue

As mudanças climáticas causadas por emissões de carbono exageradas afetam negativamente a produção de alimentos e a vida. Consequentemente, há uma menor disponibilidade de alimentos naturais e aumento da população de insetos.

Vale lembrar que uma maior quantidade de insetos pode resultar em maior uso de pesticidas na comida, o que, por sua vez, pode levar a intoxicações alimentares e maior busca por alimentos processados, gerando um ciclo sem fim.

Desta forma, ao promover a redução de carbono, é possível combater doenças ligadas à ausência de alimentos saudáveis, como desnutrição e obesidade; e ainda prevenir enfermidades disseminadas por insetos, como malária, dengue, zika, doença de Chagas, entre outras.

Saiba como aderir ao ImPacto NetZero e se tornar parte da mudança.

“Uma jornada de mil milhas começa com uma única etapa”. É com esse provérbio chinês que a campanha “Business Ambition for 1.5ºCconvida líderes a darem um passo ousado que pode inspirar outros: a assinatura de uma carta pública com o compromisso de limitar o aumento da temperatura global em 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais.

O que é a Business Ambition for 1.5ºC?

A campanha Business Ambition for 1.5ºC é um chamado à ação para que líderes empresariais assumam o compromisso de estabelecer metas baseadas na ciência para reduzir as emissões de gases de efeito estufa de suas empresas. 

A campanha encoraja companhias a se engajarem e combaterem o aquecimento global por meio da redução de emissões de gases de efeito estufa, principalmente o carbono.

Esse chamado à ação foi apresentado pelo Pacto Global (United Nations Global Compact, em inglês), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), que incentiva empresas a adotarem políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade, e pela iniciativa Science Based Targets (SBTi). Mais de 570 empresas em todo o mundo já aderiram à Business Ambition for 1.5ºC.

Por que 1,5ºC?

Para conter catástrofes climáticas e evitar danos irreversíveis à população global, a mais atual ciência climática, sistematizada no Relatório Especial do IPCC, publicado em 2018, indica como necessário limitar o aumento da temperatura a até 1,5ºC. O nível está alinhado ao Acordo de Paris (2015), compromisso firmado entre 196 nações para manter o aumento da temperatura da Terra abaixo de 2ºC.

Como aderir à campanha Business Ambition for 1.5°C?

Para fazer parte da campanha, as companhias precisam assinar a carta compromisso da Business Ambition for 1.5º C, tornando-se, assim, parte da iniciativa Science Based Targets (SBTi, de maneira abreviada), que oferece métodos e ferramentas para que empresas de diferentes portes estabeleçam metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs) baseadas na ciência.
Saiba mais detalhes sobre Como estabelecer uma meta de redução de carbono.

Ambição de temperatura

Gestores de empresas interessados em fazer parte da campanha Business Ambition podem optar por uma ou pelas duas opções abaixo: 

Opção 1 - Metas científicas de 1,5ºC: estabelecer metas de redução de emissões de GEEs alinhadas às trajetórias que limitam o aumento da temperatura global em 1,5°C. Essas metas devem ser alcançadas no mínimo em 5 e no máximo em 15 anos. 
Opção 2 - Compromisso de emissões líquidas zero: meta para alcançar as emissões líquidas zero no mais tardar até 2050, além de metas internas de redução das emissões (5 a 15 anos).

Business Ambition e Net Zero: movimentos que caminham juntos

Ao assinarem a carta de compromisso da campanha Business Ambition for 1.5ºC, empresas se comprometem com o movimento Race to Zero, focado em tornar empresas mais sustentáveis a partir da redução das emissões de carbono até 2050.

No documento da Business Ambition for 1.5°C, companhias são encorajadas a se comprometerem com as metas de emissões líquidas zero e com total embasamento científico. Tais metas devem ser transformadas em ações consistentes, que terão seus progressos acompanhados.