De acordo com o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), para limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais e evitar os impactos mais catastróficos das mudanças climáticas, o mundo deve reduzir pela metade as emissões de CO2 por volta de 2030 e alcançar emissões líquidas zero em meados do século.

O que é o Ambição Net Zero?

O Ambição Net Zero (Climate Ambition Accelerator) é um programa de aceleração de seis meses que visa desafiar e apoiar empresas integrantes do Pacto Global da ONU para que estabeleçam metas ambiciosas em relação ao clima, alinhadas à ciência climática, e para que integrem o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13 (Ação Climática) e os objetivos do Acordo de Paris em suas estratégias de negócio.

É uma oportunidade para que as empresas se tornem referência dentro da agenda climática nacional e internacional, reforçando o compromisso com uma atuação social e ambientalmente responsável, fomentando inovação, aumentando a resiliência, o valor de mercado e a sustentabilidade no longo prazo.

Quais benefícios o Ambição Net Zero proporciona?

Por meio das Redes Locais do Pacto Global em todo o mundo, as empresas participantes terão acesso às melhores práticas globais, oportunidades de aprendizagem em grupo, sessões de capacitação e treinamentos sob demanda. Os participantes aprenderão:

Como funciona a jornada?

O programa Ambição Net Zero tem duração de seis meses e é exclusivo para empresas-membros do Pacto Global. No caso do Brasil, empresas que fazem parte da Rede Brasil do Pacto Global.

Foi desenvolvido para empresas que buscam progredir na definição de metas de emissões com base na ciência climática e que querem construir um caminho claro para lidar com a transição rumo a zero emissões líquidas de gases de efeito estufa (Net Zero).

Durante essa “jornada climática”, a empresa será equipada com o conhecimento e as habilidades de que precisa para desenvolver planos concretos para acelerar o fortalecimento de sua agenda climática.

As empresas estão se comprometendo com a meta de reduzir as emissões líquidas a zero (Net Zero)?

Reconhecendo a importância de manter o aquecimento global em 1,5°C, as empresas estão cada vez mais empenhadas em adotar metas climáticas de emissões líquidas zero.

Entre julho de 2019 e junho de 2020, mais de 230 empresas se comprometeram a atingir emissões líquidas zero como parte da campanha Business Ambition for 1.5°C, uma chamada urgente para as empresas definirem metas de redução de emissões alinhadas a 1,5°C. A campanha é liderada pela Science Based Targets initiative (SBTi) e apoiada por uma coalizão global de líderes das Nações Unidas, organizações empresariais e ONGs.

Por que as empresas precisam reduzir suas emissões?

As empresas precisam se comprometer com metas de redução alinhadas ao Acordo de Paris, tratado mundial criado com o objetivo de reduzir o aquecimento global. E para alcançar esse objetivo, é preciso traçar metas baseadas na ciência.

Mas por que é importante ter metas de redução baseadas na ciência?

A adoção de metas baseadas na ciência garante a implementação de ações no curto prazo. Apesar de as metas de Net Zero serem previstas para 2050, as ações climáticas precisam começar hoje. E precisamos de integridade e credibilidade para atingir esse compromisso, o que é fornecido pela SBTi, iniciativa criada e implementada por quatro organizações parceiras – CDP, Pacto Global das Nações Unidas, WRI e WWF – que atuam coletiva e globalmente.

As metas adotadas pelas empresas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) são consideradas "baseadas na ciência" se estiverem de acordo com o que a mais atual ciência climática indica como necessário para que os objetivos do Acordo de Paris sejam alcançados: limitar o aquecimento global a muito abaixo dos 2°C com relação aos níveis pré-industriais, envidando todos os esforços possíveis para limitar esse aumento da temperatura global a 1,5°C.

Como uma empresa pode começar a trabalhar suas metas?

O primeiro passo para trabalhar metas de redução de GEEs é internalizando conhecimento. E a melhor forma para isso é fazer parte do programa Ambição Net Zero. Durante essa “jornada climática”, a empresa será equipada com o conhecimento e as habilidades de que precisa para desenvolver planos concretos para acelerar o fortalecimento de sua agenda climática.

O formato do programa permite às organizações acesso a conteúdos de alto nível, benchmarks globais e contato com empresas de visibilidade internacional, ao mesmo tempo que se conectam aos desafios e potencialidades locais.

Quem pode participar?

Para participar do programa Ambição Net Zero, a empresa precisa atender aos seguintes critérios:

Estrutura geral

As empresas participantes do programa Ambição Net Zero trabalharão nas seguintes frentes:

Os conteúdos estão divididos em três módulos:

Uma iniciativa local com insights globais

Globalmente chamado de Climate Ambition Accelerator, o programa Ambição Net Zero é realizado também em outros 26 países e faz parte do portfólio de Iniciativas Globais de Impacto do Pacto Global das Nações Unidas.

Nacionalmente batizado de Ambição Net Zero e implementado pela Rede Brasil do Pacto Global, foi desenvolvido em um formato que permite às organizações acesso a conteúdos de alto nível, benchmarks globais e contato com empresas de visibilidade internacional, ao mesmo tempo que se conectam aos desafios e potencialidades locais.

Dúvidas? Acesse o site do programa para mais informações.

Cunhada pela primeira vez em 2005 no relatório “Who Cares Wins: Conectando mercados financeiros para um mundo em mudança”, do Pacto Global da ONU, a sigla ESG tem se difundido amplamente no mercado de investimentos nacional e internacional. Hoje, o termo já é usado como um marcador de seleção para negócios. Acionistas e investidores vêm gradualmente priorizando empresas que adotam princípios mais sustentáveis em relação ao meio ambiente, à sociedade e à administração corporativa.

ESG significa, em inglês, Environmental, Social and Corporate Governance. No Brasil, a sigla é traduzida como Ambiental (E), Social (S) e Governança Corporativa (G), ou ASG. Em linhas gerais, o termo ESG diz respeito a uma métrica de análise que avalia as práticas do setor empresarial para além das questões econômicas e financeiras, com um olhar mais aprofundado sobre pautas socioambientais e organizacionais.

É justamente o conjunto desses fatores que indica quais empresas estão mais engajadas com as novas demandas globais de sustentabilidade e, por consequência, têm mais chances de resultar em bons negócios e impactar positivamente o planeta. “A modalidade ESG acrescenta aos investimentos tradicionais o interesse pela mitigação de riscos ambientais, sociais e de governança causados pela atuação da empresa investida com a expectativa de maior retorno financeiro e agregação de valor”, explica o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE).

Companhias como a Morgan Stanley Capital International (MSCI), uma das mais reconhecidas no mercado financeiro, se dedicam à verificação das práticas internas e externas das empresas relacionadas aos princípios ESG. A partir dessa análise, a MSCI classifica as instituições em “Retardatárias”, ainda distantes das práticas ESG, “Medianas” e “Líderes”, altamente comprometidas com meio ambiente, sociedade e governança, como mostra o infográfico da XP Investimentos:


Afinal, quais são as práticas ESG?

Uma empresa se aproxima de uma classificação “Líder” em ESG quando desenvolve e introduz em suas práticas corporativas ações mais sustentáveis, inclusivas e equitativas. De acordo com a XP Investimentos, algumas dessas práticas são:

Ambiental: redução de emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEEs); preservação da biodiversidade; financiamento sustentável e gestão responsável de recursos naturais; investimento em energias renováveis; entre outras.

Social: condições de trabalho justas e invioláveis; proteção individual e coletiva de colaboradores; padrões de segurança e qualidade de produtos; investimento em capital humano; acesso à nutrição e à saúde; entre outras.

Governança Corporativa: ética e transparência nos negócios; auditorias e controles acionários; diversidade corporativa, do conselho ao quadro de colaboradores; adoção de ações contra corrupção; entre outras.

Por que aderir às práticas ESG?

Investimentos ESG já se caracterizam como um divisor de águas para o setor empresarial. Companhias que não se dedicarem a adequar suas práticas e adotar princípios ESG nos próximos anos têm grandes chances de “ficar para trás nos negócios”. Confira outras razões para se mobilizar em prol do meio ambiente, da sociedade e da governança corporativa:

Fortalece o movimento Net Zero

Quando empresas se mobilizam para adotar práticas ESG, em especial voltadas às questões ambientais e de redução de GEEs, o resultado é um impacto direto na manutenção do aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C.

Mais receita, menos custos

Empresas que adotam práticas ESG estão mais preparadas para atender às políticas e exigências que vêm sendo praticadas ao redor do mundo. Com negócios mais responsáveis e colaboradores mais valorizados, a tendência é que cada vez mais o negócio atraia o interesse de investidores.

Produtividade e demanda em alta

Não é só o setor de investimentos que está de olho em empresas alinhadas aos princípios ESG. Consumidores cada vez mais informados e exigentes têm dado preferência a produtos e serviços que adotem práticas sustentáveis.

Solidez para investidores

A iniciativa de gestão de ativos Net Zero Asset Managers já representa 1/3 dos investimentos ESG em todo o mundo. Atualmente com 87 signatários, incluindo brasileiros, o grupo de gestores é a prova de que a adoção de práticas sustentáveis tem grande destaque no setor empresarial.

Saiba como fazer parte dessa revolução!

Celebrado anualmente em oito de junho, o Dia dos Oceanos foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) junto à Cúpula da Terra, em 1992. Em 2008, a data foi elevada a uma comemoração mundial, e a preocupação com os oceanos e com o futuro do planeta ganhou novos debates e mobilizações pelo globo. 

Afinal, os oceanos são considerados o “verdadeiro pulmão do mundo”, responsáveis por metade do oxigênio (O2) que todas as espécies – marítimas ou não – respiram. Mesmo quem mora longe do mar é influenciado por ele, seja pela regulação do clima, pela manutenção da biodiversidade, pelo provisionamento de alimentação ou pela garantia de sua própria respiração.

Em 2021, o Dia Mundial dos Oceanos teve como tema “O oceano: vida e meios de subsistência”. Na ocasião, o secretário-geral da ONU, António Guterres, veio a público fazer um apelo enfático para que a humanidade se conscientize ainda mais sobre a importância dos oceanos e encerre o que ele chama de “guerra contra a natureza”. Em sua mensagem, Guterres advertiu sobre as consequências da devastação marítima e lembrou que, hoje, mais de três bilhões de pessoas ao redor do mundo sobrevivem por meio dos oceanos.

O secretário-geral também destacou o papel econômico, cultural e social dos oceanos, que poderá ser comprometido caso as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) continuem desenfreadas. “As emissões de carbono estão provocando o aquecimento e a acidificação dos oceanos, destruindo a biodiversidade e causando o aumento do nível do mar, que ameaça costas densamente povoadas”, constata Guterres.

De acordo com estudos científicos de 2019 sobre clima, os oceanos estão em um ritmo de aquecimento 40% mais rápido do que o estimado em 2014 pela ONU. A conta é simples: quanto mais emissões de GEEs, mais eles retêm o calor da atmosfera. Com isso, aumentam também as chances de complicações graves para os oceanos e a vida na Terra, em virtude do derretimento de calotas polares, do aumento do nível do mar, de eventos climáticos mais severos e recorrentes, da destruição de ecossistemas e cadeias alimentares, entre outras.

Instaurada no começo deste ano, a “Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030)” é mais um chamado da ONU para que os países signatários da Organização continuem a se empenhar em prol dos oceanos. A década fornecerá uma oportunidade única para que as nações trabalhem juntas para produzir uma ciência oceânica global necessária para apoiar o desenvolvimento sustentável do oceano que compartilhamos. Mitigar as mudanças climáticas no longo prazo e com atuação mundial é considerado uma das maneiras mais imperativas para conter o avanço do aquecimento do planeta e, em consequência, proteger os oceanos e a vida como um todo.

Alinhar-se a metas como as propostas pelo Acordo de Paris e pela Business Ambition for 1.5ºC são algumas das ações que empresas, governos e sociedade podem aderir para combater danos irreversíveis aos oceanos. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de número 14 (Vida Debaixo D’água) também atua especificamente na conservação e no uso responsável dos recursos dos oceanos.

Por terem papel fundamental na manutenção da vida na Terra, a preservação dos oceanos é urgente! Ao estimularem a redução de emissões de GEEs baseadas na ciência do clima, movimentos como o ImPacto NetZero contribuem com essa conservação.

Confira algumas curiosidades sobre os oceanos

Pulmões do mundo

De acordo com o GT Clima e Oceano, do Observatório do Clima, os oceanos liberam à atmosfera mais da metade do oxigênio que os seres vivos respiram. Além disso, eles captam ⅓ do gás carbônico (CO2) produzido pela humanidade, que é utilizado pela respiração das plantas marítimas e devolvido como O2 à atmosfera. Esse processo regula os ciclos biogeoquímicos e a temperatura média da Terra.

Planeta Água

A água dos oceanos representa mais de 90% do volume de água total da superfície da Terra, conforme informações do Discovery Channel. Isso também significa que a maioria das espécies aquáticas do planeta se encontra neles. Ainda assim, estima-se que 95% dos oceanos do planeta permanecem inexplorados até hoje.

Unidades de Conservação

As Unidades de Conservação (UCs) marítimas são grandes áreas oceânicas administradas legalmente para proteger os recursos naturais e a biodiversidade aquática. No Brasil, como explica o GT Clima e Oceano, existem duas categorias de UCs: “de proteção integral (destinadas à proteção da Natureza) ou de uso sustentável (destinadas à exploração dos recursos renováveis de forma sustentável)”. São as UCs que garantem, por exemplo, pescas mais responsáveis e a defesa de comunidades que dependem dos oceanos.

Laboratório flutuante

De acordo com a CNN, deve ser concluída em 2024 a construção de um laboratório flutuante financiado pelo governo francês para se estudar a concentração de carbono no oceano. A embarcação Polar Pod pesquisará o impacto dos GEEs e das mudanças climáticas no Oceano Atlântico, com foco no mar da Antártida.

Para descobrir mais sobre o universo dos oceanos, confira sete documentários disponíveis online.

A Klabin é a maior produtora e exportadora de papéis para embalagens e embalagens de papel do Brasil. Com 122 anos de história e 24 unidades industriais, sendo 23 no Brasil e uma na Argentina, além de uma robusta base florestal nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, a companhia é reconhecida nacional e internacionalmente por sua gestão pautada pelo desenvolvimento sustentável. 

Klabin: avanços sustentáveis

A Klabin mantém um compromisso histórico com a sustentabilidade e há anos vem trilhando um importante caminho no combate às mudanças climáticas. Em maio deste ano (2021), a empresa teve suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa aprovadas pela Science Based Targets initiative (SBTi). Com isso, alinha-se a mais de mil e quatrocentas companhias pelo globo no compromisso de reduzir suas emissões com base na ciência. Atuando em dois escopos (1 - emissões próprias e 2 - emissões em energia comprada), a meta aprovada estabelece a redução das emissões de GEEs por tonelada de celulose, papéis e embalagens em 25% até 2025, e em 49% até 2035, tendo 2019 como ano-base.

Em 2019, a Klabin foi uma das primeiras empresas brasileiras a se comprometer com a campanha “Business Ambition for 1.5ºC - Our Only Future”, liderada por agências da Organização das Nações Unidas (ONU) e pela SBTi. Mais recentemente, aderiu ao movimento Race to Zero, ampliando ainda mais o seu compromisso de reduzir e neutralizar suas emissões de GEEs, a fim de contribuir de maneira efetiva para a mitigação das mudanças climáticas.

Por meio de inúmeras iniciativas de descarbonização de seus processos produtivos, a companhia reduziu em 64% as suas emissões específicas (CO2 eq/t produto) nos últimos 17 anos. Cabe ressaltar que, por conta de suas áreas florestais, que capturam e fixam CO₂ suficiente para compensar as emissões oriundas de seu processo produtivo, a Klabin já possui balanço positivo de carbono de 4,5 milhões de toneladas de CO₂eq, realizando um serviço ambiental de extrema importância para o combate às mudanças climáticas.

O comprometimento da Klabin com o tema contribuiu para que a empresa fosse convidada a integrar o COP26 Business Leaders, grupo responsável por difundir e engajar o setor privado no tema mudanças climáticas, além de tratar das pautas da 26ª Conferência das Partes, que será realizada este ano. 

Outra importante iniciativa da Klabin em relação à sustentabilidade são os Objetivos Klabin para o Desenvolvimento Sustentável (KODS). Em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, a empresa estabeleceu em 2020 a Agenda Klabin 2030, com metas de curto, médio e longo prazos, as quais priorizam as necessidades ambientais, sociais e de governança fundamentais para o desenvolvimento de seus negócios e para as urgências da sociedade e do planeta. O tema “Mudanças Climáticas” faz parte dessa Agenda, tendo como uma de suas metas a captura líquida de 45 milhões de toneladas de CO₂eq da atmosfera entre 2020 e 2030.

A evolução da sustentabilidade na Klabin 

Desde a década de 1980, a Klabin se aproxima das questões socioambientais, mesmo antes das primeiras discussões sobre sustentabilidade alavancadas pela ONU. Muito além de uma preocupação com o capital industrial, a Klabin se mobiliza em prol de uma gestão eficiente e responsável dos recursos naturais e da biodiversidade.

Com diversos reconhecimentos e certificações, a Klabin segue trilhando uma trajetória de respeito e cuidado com o meio ambiente.

Conheça mais sobre a história da Klabin e fique por dentro das principais novidades da empresa aqui.

Nós, humanos, somos seres complexos que habitam a Terra há milênios. Cada qual com uma história e uma bagagem, significamos tudo e, ao mesmo tempo, equivalemos a apenas um pequeno fragmento no universo. Somos muitos e, ainda assim, encontramos uma maneira de ser únicos.

Mas, se somos tantos e tão particulares, o que nos impacta coletivamente? 

Em palestra, o ambientalista norte-americano John Francis nos dá uma pista: “Nós somos o meio ambiente, e como tratamos uns aos outros é como tratamos o meio ambiente.

Sem dúvida, a “casa” que habitamos em conjunto é o que nos une, mesmo com nossas diferenças. Coexistir na Terra nos mantém conectados e por isso nossas ações individuais, por menores que sejam, geram impacto em tudo e todos que compartilham o planeta.

Por muito tempo, a Terra existiu sem nós. Mas sem a Terra não há futuro possível para a vida como a conhecemos. Como estamos tratando nosso planeta, seus recursos, suas espécies e a nós mesmos? 

O movimento ImPacto NetZero é um convite para agirmos agora. 

A Campanha, que antes era chamada de Race to Zero Brasil, cresceu e agora tem a Rede Brasil do Pacto Global da ONU como importante parceira. 

ImPacto NetZero é um chamado para a mobilização de empresas e sociedade em prol de um planeta mais sustentável. Convidamos as empresas para avaliarem a adoção de metas de redução de suas emissões de gases de efeito estufa com base na ciência, colaborando, assim, para a mitigação das mudanças climáticas.

Faça parte dessa rede. Faça parte do ImPacto NetZero!

A década de 2010-2019 foi a mais quente em toda a história devido à grande quantidade de emissões líquidas de carbono, que alteram o efeito estufa e elevam o aquecimento do planeta. Caso a humanidade continue neste ritmo de produção de CO2, a projeção é que o aumento da temperatura média global da Terra atinja quase 4ºC até 2100, de acordo com a organização Climate Action Tracker.

Para evitar desastres naturais causados pelo aquecimento global – como elevação do nível dos mares, derretimento de geleiras, alteração na distribuição de chuvas, secas prolongadas e enchentes e mudanças em toda cadeia alimentar – é necessária a redução drástica do uso de fontes fósseis, como petróleo. 

É diante desse objetivo que surgiu o Net Zero, conceito focado em desenvolver estratégias para se chegar a um balanço de emissões líquidas zero de gases de efeito estufa (GEEs), sobretudo o carbono.

O Net Zero tem ganhado aderência em diversas organizações, principalmente nos últimos anos, devido à crescente pressão de acionistas, ativistas e clientes para que empresas mantenham estratégias mais sustentáveis, garantindo uma melhor qualidade de vida para o planeta e seus habitantes.

Esse compromisso também ganhou maior notoriedade a partir do Acordo de Paris, um tratado mundial de 2015 entre 196 nações, incluindo o Brasil, que visa reduzir o aquecimento global. Em vigor desde 2016, tem como principal objetivo limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC. Para isso é necessário que as nações atinjam emissões líquidas zero até 2050.

O que é Net Zero?

Net Zero é o nome simplificado de Net Zero Carbon (Zero Emissão Líquida de Carbono, em tradução livre). Metas Net Zero estabelecem um compromisso de, em primeiro lugar, reduzir ao máximo a emissão de gases de efeito estufa e, a partir daí, neutralizar as emissões residuais, ou seja, aquelas que não tenha sido possível eliminar. Dessa forma, mais do que a compensação, é necessária uma queda drástica na emissão de CO2 para um planeta mais resiliente.

Como se tornar Net Zero

Mais que compensar, é preciso reduzir emissões líquidas de CO2

Muitas empresas já compensam a produção de carbono com os chamados créditos de carbono, mas é hora de ir além. É preciso que as organizações tenham um plano de gestão voltado à redução da emissão líquida de CO2.

Isso significa que as emissões líquidas zero devem ser atingidas não apenas pela compensação das emissões mas, em primeiro lugar, por meio da redução dessas emissões. Quanto mais próximo de zero o nível de emissões líquidas de CO2, melhor.

Acompanhamento constante de metas

Para apoiar as empresas em sua jornada rumo às emissões líquidas zero, a iniciativa Science Based Targets (SBTi) está elaborando critérios e métodos para que as empresas possam estabelecer metas Net Zero de acordo com o indicado pela mais atual ciência climática. Além disso, a SBTi lançou um documento que estabelece os fundamentos e princípios orientadores para essas metas, além de esclarecer conceitos relevantes em torno do tema. 
No site da SBTi também é possível acompanhar o processo de elaboração desses critérios e metas e manter-se atualizado sobre o que está sendo produzido.

Contribuições para o planeta

Ao se tornar Net Zero, diversos são os benefícios ao planeta como um todo: não só do ponto de vista ambiental, mas também econômico, social, de governança, de saúde e mais.

Menor nível de pobreza mundial

A redução de emissões líquidas de carbono contribui também com a redução da temperatura média global, diminuindo assim a ocorrência de incêndios, secas e enchentes que destroem regiões e levam ao avanço da pobreza mundial. Com a adoção do Net Zero, a qualidade de vida de populações inteiras pode ser melhorada.

Estilo de vida mais saudável

Quanto mais empresas aderirem ao Net Zero, maiores serão as mudanças no estilo de vida da humanidade. Afinal, há, por exemplo, uma maior aderência ao consumo consciente, ao não desperdício de alimentos e a opções de transportes não poluentes, entre outros.

Maior preservação da fauna e flora

Um estudo do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aponta que um aumento de 2ºC na temperatura média global resultaria na extinção de 99% dos recifes de corais do planeta, além de 16% das plantas, por exemplo.

Como consequência, os animais que mantêm uma relação de mutualismo ou de cadeia alimentar com esses biomas também morreriam. Ao aderir ao Net Zero e reduzir as emissões líquidas de carbono, fauna e flora também são poupados.

Menor risco de problemas respiratórios e câncer de pele

Uma das consequências do aquecimento global à saúde humana são os maiores riscos de problemas respiratórios, como alergia, asma, pneumonia, câncer de pulmão, bronquite, entre outros. 

Com uma maior emissão líquida de carbono, a camada de ozônio também é atingida e a radiação ultravioleta chega à Terra com mais força, podendo levar a queimaduras e até ao aumento de risco de câncer de pele e cataratas.

Com menor concentração de carbono na atmosfera e redução do aumento da temperatura global, a proteção natural da Terra e a qualidade do ar melhoram e, assim, as irritações em vias aéreas, os prejuízos aos pulmões e até alguns tipos de câncer são evitados. 

Menores níveis de obesidade, desnutrição e até dengue

As mudanças climáticas causadas por emissões de carbono exageradas afetam negativamente a produção de alimentos e a vida. Consequentemente, há uma menor disponibilidade de alimentos naturais e aumento da população de insetos.

Vale lembrar que uma maior quantidade de insetos pode resultar em maior uso de pesticidas na comida, o que, por sua vez, pode levar a intoxicações alimentares e maior busca por alimentos processados, gerando um ciclo sem fim.

Desta forma, ao promover a redução de carbono, é possível combater doenças ligadas à ausência de alimentos saudáveis, como desnutrição e obesidade; e ainda prevenir enfermidades disseminadas por insetos, como malária, dengue, zika, doença de Chagas, entre outras.

Saiba como aderir ao ImPacto NetZero e se tornar parte da mudança.

“Uma jornada de mil milhas começa com uma única etapa”. É com esse provérbio chinês que a campanha “Business Ambition for 1.5ºCconvida líderes a darem um passo ousado que pode inspirar outros: a assinatura de uma carta pública com o compromisso de limitar o aumento da temperatura global em 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais.

O que é a Business Ambition for 1.5ºC?

A campanha Business Ambition for 1.5ºC é um chamado à ação para que líderes empresariais assumam o compromisso de estabelecer metas baseadas na ciência para reduzir as emissões de gases de efeito estufa de suas empresas. 

A campanha encoraja companhias a se engajarem e combaterem o aquecimento global por meio da redução de emissões de gases de efeito estufa, principalmente o carbono.

Esse chamado à ação foi apresentado pelo Pacto Global (United Nations Global Compact, em inglês), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), que incentiva empresas a adotarem políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade, e pela iniciativa Science Based Targets (SBTi). Mais de 570 empresas em todo o mundo já aderiram à Business Ambition for 1.5ºC.

Por que 1,5ºC?

Para conter catástrofes climáticas e evitar danos irreversíveis à população global, a mais atual ciência climática, sistematizada no Relatório Especial do IPCC, publicado em 2018, indica como necessário limitar o aumento da temperatura a até 1,5ºC. O nível está alinhado ao Acordo de Paris (2015), compromisso firmado entre 196 nações para manter o aumento da temperatura da Terra abaixo de 2ºC.

Como aderir à campanha Business Ambition for 1.5°C?

Para fazer parte da campanha, as companhias precisam assinar a carta compromisso da Business Ambition for 1.5º C, tornando-se, assim, parte da iniciativa Science Based Targets (SBTi, de maneira abreviada), que oferece métodos e ferramentas para que empresas de diferentes portes estabeleçam metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEEs) baseadas na ciência.
Saiba mais detalhes sobre Como estabelecer uma meta de redução de carbono.

Ambição de temperatura

Gestores de empresas interessados em fazer parte da campanha Business Ambition podem optar por uma ou pelas duas opções abaixo: 

Opção 1 - Metas científicas de 1,5ºC: estabelecer metas de redução de emissões de GEEs alinhadas às trajetórias que limitam o aumento da temperatura global em 1,5°C. Essas metas devem ser alcançadas no mínimo em 5 e no máximo em 15 anos. 
Opção 2 - Compromisso de emissões líquidas zero: meta para alcançar as emissões líquidas zero no mais tardar até 2050, além de metas internas de redução das emissões (5 a 15 anos).

Business Ambition e Net Zero: movimentos que caminham juntos

Ao assinarem a carta de compromisso da campanha Business Ambition for 1.5ºC, empresas se comprometem com o movimento Race to Zero, focado em tornar empresas mais sustentáveis a partir da redução das emissões de carbono até 2050.

No documento da Business Ambition for 1.5°C, companhias são encorajadas a se comprometerem com as metas de emissões líquidas zero e com total embasamento científico. Tais metas devem ser transformadas em ações consistentes, que terão seus progressos acompanhados.

Presente em 160 países e vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), o Pacto Global é a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo. Referência para o setor empresarial, atua estrategicamente com companhias de diversos portes, além de organizações não empresariais, para alcançarem metas sustentáveis e se desenvolverem diante de novos modelos de negócio.

Criado em 2000 por Kofi Annan, então secretário-geral da ONU, o Pacto Global surge como uma reação frente à crescente influência e impacto do setor empresarial nas questões sociais, ambientais, econômicas e políticas. Para a iniciativa, o papel de transformação das empresas e de seus/suas executivos/as mais altos/as (CEOs) vai além do lucro: está no compromisso com um mundo mais sustentável e cidadão.

Atualmente, mais de 17 mil instituições compõem o Pacto Global, sendo 13 mil empresas e quatro mil organizações não empresariais, entre ONGs e entidades de governança. Para atender aos desafios dos países, a iniciativa dividiu-se em redes locais, como a Rede Brasil, que avaliam as particularidades de cada região para operações mais efetivas e direcionadas. Já são 70 redes pelo globo. 

Podem se vincular ao Pacto Global instituições que desejam implementar metas ambiciosas que priorizem no longo prazo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030. Junto à iniciativa, empresas e organizações encontram parcerias e instrumentos para que suas metas sejam estruturadas, alcançadas e divulgadas com transparência.

Alguns dos temas abordados pelo Pacto Global são: 

Mais recentemente, os princípios ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês) foram incorporados às ações de sustentabilidade corporativa trabalhadas pelo Pacto Global. Em 2004, o termo ESG foi mencionado pela primeira vez em um relatório da iniciativa.

Rede Brasil do Pacto Global

A Rede Brasil do Pacto Global foi criada em 2003 e, nos últimos anos, cresce exponencialmente. Hoje, “é a terceira maior rede local do mundo, a maior das Américas e a maior do sul global”, de acordo com a iniciativa. Em 2020, 67% das melhores empresas reconhecidas pelo índice anual “Época Negócios 360º” estavam vinculadas à Rede Brasil, compondo seus mais de 1200 integrantes.

Seguindo os mesmos princípios do Pacto Global, a Rede Brasil mobiliza empresas e organizações rumo a negócios mais sustentáveis. Quatro frentes são exploradas localmente:

De maneira interna, a Rede Brasil é responsável por oferecer apoio e diretrizes institucionais para que o setor empresarial defina um plano de ação estratégico a partir de seus objetivos. A iniciativa também disponibiliza ferramentas e treinamentos para capacitar as companhias.

Já externamente, a Rede Brasil vem investindo em projetos coletivos entre empresas e parceiros para trocas de experiências, além de promover e realizar a curadoria de eventos que deem visibilidade às organizações e às pautas desenvolvidas.

Para que as instituições vinculadas à Rede Brasil do Pacto Global se engajem ainda mais no universo da sustentabilidade corporativa, a iniciativa possui Plataformas de Ação. Por meio delas, o setor empresarial pode se articular baseado em sete coalizões.

As Plataformas de Ação se dividem em Temáticas e Transversais:

Temáticas:

Transversais:

Além das Plataformas, a Rede Brasil também opera em Programas Internacionais. Entre eles está o Ambição Net Zero, conectado a campanhas globais como a Race to Zero e focado em como o setor empresarial pode acelerar a redução das emissões líquidas de carbono no mundo.

A Rede Brasil do Pacto Global recebe apoio institucional da Klabin S.A., empresa à frente da Campanha ImPacto NetZero. Para saber mais sobre a atuação da Rede no país, confira os 10 Princípios que guiam a iniciativa.

Como fazer parte da Rede Brasil do Pacto Global?

Empresas e organizações que desejam aderir à Rede Brasil do Pacto Global devem submeter uma carta assinada pelo CEO da instituição demonstrando interesse e proatividade em fazer parte da iniciativa. A filiação é totalmente online e feita no site da Rede Brasil.

Após a submissão, a Rede Brasil analisa o pedido e a empresa candidata. Se aprovada, a companhia ingressa na Rede e define seu “nível de engajamento”, como explica a iniciativa. São dois níveis: 

Saiba mais como aderir aqui.

Leaders Summit

Acontece nos dias 15 e 16 de junho o Leaders Summit 2021, evento virtual do Pacto Global que irá conectar líderes empresariais, governanças e sociedade civil para debater os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), incluindo, claro, o ODS 13 de Clima.

Acompanhe a atuação da Rede Brasil do Pacto Global em suas redes sociais.

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são metas desenhadas por um processo longo, multisetorial e participativo liderado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Os ODS visam acabar com a pobreza, assegurar os direitos humanos, combater a desigualdade social, atingir a igualdade de gênero, atuar contra as mudanças climáticas e enfrentar outros desafios sociais, ambientais e econômicos até 2030.

Os ODS fazem parte da Agenda 2030, “plano de ação global” adotado em 2015 durante a Assembléia Geral da ONU. Além dos 17 ODS, o plano define o desenvolvimento sustentável baseando-se nos 5Ps: Pessoas, Planeta, Prosperidade, Parcerias e Paz. Cada ODS possui ainda metas específicas. 

Ao todo o documento estabelece 169 metas. “São objetivos e metas claras, para que todos os países adotem de acordo com suas próprias prioridades e atuem no espírito de uma parceria global que orienta as escolhas necessárias para melhorar a vida das pessoas, agora e no futuro”, explica o site da Agenda 2030.

Fonte: ODS Brasil

1. Erradicação da pobreza: acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

2. Fome zero e agricultura sustentável: acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e a melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.

3. Saúde e bem-estar: assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.

4. Educação de qualidade: assegurar educação inclusiva e equitativa de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

5. Igualdade de gênero: alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

6. Água potável e saneamento: assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento para todos.

7. Energia acessível e limpa: assegurar o acesso à energia confiável, sustentável, moderna e a preço acessível para todos.

8. Trabalho decente e crescimento econômico: promover crescimento econômico inclusivo e sustentável, além de empregos plenos, produtivos e decentes para todos.

9. Indústria, inovação e infraestrutura: construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação.

10. Redução das desigualdades: reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.

11. Cidades e comunidades sustentáveis: tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

12. Consumo e produção responsáveis: assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.

13. Ação contra a mudança global do clima: tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos.

14. Vida na água: conservar e promover a gestão dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

15. Vida terrestre: proteger, recuperar e promover a sustentabilidade dos ecossistemas terrestres, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e a perda de biodiversidade.

16. Paz, justiça e instituições eficazes: promover sociedades pacíficas e equitativas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.
17. Parcerias e meios de implementação: fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Situação do Brasil em relação aos ODS

Conforme mostra a imagem abaixo, caso o país não se empenhe para o cumprimento dos ODS, somente as metas 6 (Água potável e saneamento) e 7 (Energia acessível e limpa) serão alcançadas até 2030.

Fonte: ODS Brasil - maio/2021

O progresso brasileiro em relação ao alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável pode ser acompanhado no site oficial ODS Brasil.

Por que aderir ao Net Zero auxilia no alcance dos ODS?

Assim como o Governo e o terceiro setor, empresas têm um papel fundamental no alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Elas são detentoras do poder econômico e promovem inovações e tecnologias que atendem diversos públicos, de fornecedores a consumidores.

Cada vez mais companhias estão engajadas com os ODS no Brasil e no mundo. Afinal, incorporar metas sustentáveis aos negócios é bom tanto para o planeta quanto para a própria empresa em âmbito social, ambiental e de governança. 

Entre essas metas está a de reduzir as emissões líquidas de carbono e utilizar fontes de energia renováveis para alcançar o Net Zero – um objetivo ambicioso e transformador que se encaixa no ODS de número 13, “Ação Contra a Mudança Global do Clima”. 

Este ODS pode ser visto de forma transversal aos demais. Veja algumas correlações do ODS 13 com os demais ODS:

Fonte: Rede Brasil do Pacto Global

Entre os inúmeros benefícios do movimento Net Zero ao planeta estão: preservação ambiental, melhoria da qualidade do ar, conservação da biodiversidade, menor risco de doenças, uso de fontes limpas de energia, melhores oportunidades de trabalho a partir de princípios ESG, cidades mais sustentáveis, consumo consciente, melhor qualidade de vida a todas as espécies, entre outros.

Com a adesão ao Net Zero, o setor empresarial ainda pode implementar e alcançar vários outros ODS. Conheça mais sobre Net Zero clicando aqui.

Adiada devido à pandemia da Covid-19, a 26ª Conferência das Partes (COP26) agora tem data para acontecer. Marcada para 1 a 12 de novembro, em Glasgow (Reino Unido), a maior reunião sobre clima da Organização das Nações Unidas (ONU) ganha um apelo enfático das lideranças mundiais neste ano: já não há mais tempo a perder!

A urgência é compreensível. Desde as primeiras medições de carbono na atmosfera da Terra, cientistas do clima alertam para o aquecimento progressivo da temperatura do planeta. Realidade que atravessa os limites continentais e é sentida em maior ou menor grau pelo mundo todo.

Mobilizar-se coletivamente nunca foi tão desafiador para as “Partes”, nações signatárias da ONU comprometidas com o clima. Afinal, diante dos iminentes riscos das mudanças climáticas, agir já não é uma escolha: é uma prioridade.

Em novembro, o que se espera da COP26 é a união de ainda mais esforços por meio da liderança das Partes. Conheça mais sobre a Conferência das Partes:

Partes da história

O ano era 1992 e o mundo assistia com olhar atento à Cúpula da Terra (também chamada Eco-92), conferência sobre o clima sediada em junho no Rio de Janeiro. No centro do debate estava o planeta e a importância de protegê-lo diante dos avanços socioeconômicos.

Um mês antes, em Nova Iorque, era aprovada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), aliança máxima da ONU que revolucionaria ações e estratégias a nível global em prol da Terra.

De acordo com a linha do tempo da UNFCCC, a Eco-92 foi o pontapé inicial para que diversas nações se unissem em acordo comum sobre o clima. Na Cúpula do Rio, diversos países (sub)desenvolvidos se tornaram signatários da Convenção-Quadro da ONU, comprometendo-se a reduzir os gases de efeito estufa (GEEs), entre outras responsabilidades.
Dois anos mais tarde, em 1994, a UNFCCC entrava em vigor e as 196 nações que assinaram a Convenção-Quadro passaram a se chamar “Partes” e a se encontrar anualmente na “Conferência das Partes” (COP).

A COP é definida pela UNFCCC como o “órgão supremo de decisão da Convenção” e reúne as nações signatárias nas figuras de governantes, representantes empresariais e do terceiro setor para debater e checar as metas estabelecidas, pautar novos tratados e propor novas soluções para o futuro do planeta.

Desde a primeira Conferência, em 1995, as Partes têm como aspiração a preservação do planeta e de todas as espécies, em um equilíbrio saudável e harmônico. Com o tempo, acordos e prioridades foram sendo adaptados a partir dos desafios que as mudanças climáticas vêm provocando no mundo.

Rumo à COP26

Prestes a reunir o mundo no maior fórum climático da ONU, a 26ª Conferência das Partes já dá ares de que será um dos eventos mais decisivos para o futuro do planeta. Em 2021, o Reino Unido sedia a Conferência pela primeira vez entre os dias 1 e 12 de novembro. O parlamentar indiano Alok Sharma é o presidente eleito para representar a COP26.

As discussões sobre as mudanças climáticas e as ações imediatas que devem ser tomadas a partir da COP26 já intensificam as expectativas no cenário nacional e do exterior. Isso porque a COP deste ano se baseia em alcançar quatro pilares essenciais que, se cumpridos, são considerados a melhor chance de um “turning point” – ou ponto de virada – para um mundo mais resiliente e Net Zero. De acordo com a publicação oficial “COP26 Explained”, são eles:

Como em toda COP, as Partes devem debater esses pontos-chave e estabelecer o melhor caminho para que sejam cumpridos a nível mundial com base nas particularidades e desafios de cada nação. Além das discussões sobre meio ambiente, a COP26 também deve trazer para o centro da Conferência a preocupação em proteger grupos vulneráveis às mudanças climáticas.

Campanhas globais como a Race to Zero e a Race to Resilience, vinculadas à Convenção-Quadro da ONU, também serão convocadas para o debate como forma de engajar instituições e sociedade na corrida rumo ao Net Zero.

Outros eventos importantes relacionados à COP26 acontecem antes de novembro. Entre eles a Pre-COP e a Youth4Climate, sediadas na Itália em setembro, e a Cúpula dos Líderes do G20, em outubro. Fique ligado!

Linha do Tempo das COPs

Desde 1995, a Conferência das Partes acontece anualmente em diferentes regiões do mundo de forma rotativa. Bonn, cidade alemã onde está instalado o secretariado da Convenção-Quadro da ONU, já foi três vezes palco da COP, seguida de Marraquexe e Buenos Aires (duas vezes cada). O Brasil ainda não sediou nenhuma COP. 

Veja as sedes das COPs desde sua criação. 

Confira mais detalhes sobre cada uma das edições das COPs no site da UNFCCC.

Acordo de Paris: um marco da COP

Ao longo de 25 edições, a Conferência das Partes foi marcada por acordos internacionais históricos. Um dos mais conhecidos é o Protocolo de Quioto, adotado em 1997 durante a COP3, no Japão. A meta proposta era limitar e reduzir os gases nocivos emitidos à atmosfera, em especial dos países desenvolvidos, responsáveis por lançar grandes parcelas.

O Protocolo, reconhecido pela UNFCCC como o “primeiro tratado mundial de redução de emissões de GEEs”, passou por um longo e conturbado processo de adesão das Partes, entrando em vigor somente em 2005 sem aprovação integral. 
Dezoito anos depois de sua adoção na COP3, o Protocolo de Quioto foi substituído pelo Acordo de Paris. Assinado durante a COP21, sediada na França em 2015, sua principal meta é o trabalho cooperativo internacional para impedir o aumento da temperatura média da Terra acima de 2ºC em comparação com níveis pré-industriais. “O Acordo de Paris é um marco porque, pela primeira vez, reúne todas as nações em uma causa comum para empreender esforços ambiciosos para combater as mudanças climáticas", esclarece a Convenção-Quadro da ONU.

Para alcançar a meta definida, as Partes devem investir em reduzir as emissões de GEEs, adotar ações resilientes e administrar recursos financeiros e tecnológicos. Entenda mais sobre como funciona o Acordo de Paris no vídeo da UNFCCC.

Klabin na COP26

Reconhecida por sua trajetória pautada pela sustentabilidade e preocupada desde sua fundação com os recursos naturais e a biodiversidade, a Klabin é a única empresa brasileira convidada a integrar o “COP26 Business Leaders” (Líderes Empresariais da COP26, em tradução livre).

O grupo, composto por executivos de diversos setores e nações, é responsável por difundir e engajar o setor privado no tema mudanças climáticas, além de tratar das pautas da 26ª Conferência das Partes da ONU, que será realizada este ano. Cristiano Teixeira, CEO da Klabin, estará presente no evento como um dos representantes do setor privado brasileiro.

Guia para Iniciantes da COP

Com o objetivo de preparar o setor empresarial antes da 26ª Conferência das Partes, a Plataforma de Ação pelo Clima da Rede Brasil do Pacto Global organizou um guia super didático (FAQ) explicando os principais pontos sobre o evento.

O “Guia para Iniciantes para a COP26” explica, entre outros tópicos, como as companhias podem se engajar na COP, como promover ações na COP26 e o que esperar da 26ª Conferência.

Acesse o FAQ da Rede Brasil do Pacto Global aqui.

O gás carbônico faz parte de diversos processos químicos naturais. Mas a emissão desenfreada desse gás tem atingido níveis alarmantes, e as consequências são prejudiciais ao meio ambiente e às diversas espécies devido ao aumento da temperatura global. Ações rotineiras como tomar banho, cozinhar e dirigir para o trabalho contribuem para que cada pessoa seja responsável pela emissão de 1,6 tonelada de carbono por ano, de acordo com a ONG Iniciativa Verde.

Combater a emissão exagerada de CO2 é uma necessidade vital. A diminuição ou a substituição de fontes poluentes que fazem parte do nosso cotidiano pode ajudar a reverter o quadro preocupante das mudanças climáticas. E o melhor: virar até mesmo um novo hábito mais sustentável.

1. Sacolas reutilizáveis

As sacolas plásticas demoram cerca de dez anos para se decompor. Vale lembrar que a fabricação do plástico é resultado da queima do petróleo o que gera, por sua vez, emissão de carbono. Além disso, o descarte incorreto desse material tão comum no dia a dia acaba poluindo os mares e gerando risco às cadeias de espécies.

Leve consigo sacolas reutilizáveis - as famosas ecobags - para carregar suas compras. Elas costumam ser reforçadas e mais práticas de se usar do que várias sacolinhas de uma vez.

2. Planeje o que comprar

Evite ir ao mercado com fome ou ao shopping assim que receber o salário. Além de ser pouco econômico, fazer compras por impulso pode não ser sustentável.

A dica aqui é aderir à lista de compras. Deixe um bloco de notas em um local visível para você anotar sempre que lembrar que falta ou necessita de algo. Quando for ao mercado ou loja, leve sua lista com você.

3. Evite alimentos processados

Comidas industrializadas, ou processadas, podem parecer grandes amigas no dia a dia pela facilidade e economia de tempo. Porém, as técnicas aplicadas nessa produção muitas vezes utilizam queima de combustíveis fósseis, o que gera emissão de gás carbônico.

O fato de esse tipo de alimento conter ingredientes artificiais, como aditivos e conservantes, aliado aos prejuízos ao meio ambiente pode ser a desculpa de que você precisava para migrar para uma alimentação mais saudável e natural.
Outra boa ideia é reduzir o consumo de carne, já que a pecuária em larga escala também contribui com o aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEEs), devido à redução das áreas de florestas para a manutenção da prática.

4. Vá de carona

Se você tem colegas de trabalho que moram perto ou passam por sua casa, uma opção é pegar carona. Dividir a gasolina traz benefícios para o bolso e principalmente para o ambiente, diminuindo as emissões de gases gerados pelo excesso de veículos circulando nas ruas. Há também aplicativos e grupos em redes sociais em que você pode encontrar alguém para compartilhar o trajeto.

5. Troque o carro pela bicicleta ou transporte público

A indústria automobilística e de transportes é responsável por grande parte da emissão de gás carbônico no planeta. Imagine um universo sem gastos com gasolina, IPVA, estacionamento e, ao mesmo tempo, superecológico? Com pequenas trocas diárias, isso é possível! 

Ao adotar uma bicicleta na rotina, você deixa esses problemas de lado, pode contemplar mais a paisagem, se exercitar e, de quebra, fazer bem ao meio ambiente.
Se pedalar não combina com você, troque o carro pelo transporte público: quanto menos veículos em circulação, melhor para todos e para o planeta. Essa troca não só colabora para a redução de emissões de carbono, como também ajuda a descongestionar o trânsito. Em grandes centros urbanos há ainda opções como bicicletas e patinetes elétricos compartilhados.

6. Compartilhe essa ideia 

Além de adotar novos hábitos individuais e transformar sua relação com o meio ambiente no dia a dia, você também pode ajudar a compartilhar conhecimento e levar a ideia da sustentabilidade para cada vez mais pessoas.

Já se você prefere partir para a prática, engajar-se em iniciativas ou projetos que têm como foco um planeta mais sustentável, o Net Zero pode ser uma boa opção. Quem trabalha em empresas pode sugerir a adesão de sua companhia à Rede Brasil do Pacto Global, que orienta o setor a se engajar em metas e estratégias sustentáveis. Conheça mais sobre a Rede.

Cada vez mais tem se tornado um consenso entre a comunidade internacional a importância da redução da emissão de carbono, o principal elemento responsável pelo aumento da temperatura do planeta. O resultado do aquecimento global são efeitos catastróficos à vida na Terra – como derretimento de geleiras, ondas de calor intensas, tsunamis e alteração das cadeias alimentares.

Adotar fontes de energia limpas, renováveis e que contribuem para a redução de CO2 na atmosfera, como a eólica, a solar, a biomassa e as marés, já não é uma questão de escolha, mas de prioridade. É preciso diminuir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa para que haja um equilíbrio entre o que o ser humano emite e o que a natureza absorve de carbono.

Por isso, iniciativas como as Plataformas de Ação, criadas pela Rede Brasil do Pacto Global, reúnem cada vez mais membros do empresariado brasileiro preocupados em aderir a práticas e metas sustentáveis em prol do futuro do planeta alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

Mas, antes de saber como contribuir para a redução de carbono no seu dia a dia, é importante compreender o que é o carbono, seus efeitos e como chegamos ao nível preocupante de agora em relação às emissões.

O que é o carbono?

O gás carbônico - também chamado dióxido de carbono ou CO2 - é um produto de geração de energia química. Produzimos CO2 até mesmo quando respiramos, inspirando o gás oxigênio para obter energia e expirando dióxido de carbono de volta à natureza.

A produção de CO2 é um processo natural e essencial para a vida, mas isso não significa que a nossa respiração seja culpada pelo aquecimento global. Na verdade, a maior produção de CO2 é proveniente da queima de combustíveis.

Assim como ocorre em nosso sistema respiratório, a combustão de produtos como o petróleo e a lenha resulta em energia. Como consequência, ocorre a liberação de água e gás carbônico. É justamente a queima constante e em massa desses combustíveis que emite uma quantidade prejudicial de CO2 ao planeta.

Apesar de o gás carbônico ser o mais comum, existem outros gases (com ou sem carbono em sua composição) que afetam a temperatura do planeta. O conjunto deles é chamado gases de efeito estufa. Apesar deste efeito ser fundamental para viabilizar a nossa vida no planeta, quando emitidos em excesso, os gases causam o desequilíbrio que chamamos de aquecimento global e mudanças do clima.

Carbono e gás carbônico são a mesma coisa?

Pelo conceito químico, carbono e gás carbônico são diferentes. Enquanto o carbono é um elemento químico (C), o gás carbônico (CO2) é um composto que contém o carbono. Porém, popularmente, hoje a palavra “carbono” é usada como uma forma simplificada de se referir ao gás carbônico ou dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa, ainda que nem todos contenham o elemento carbono.

O carbono é um vilão?

O carbono não é um vilão. Ele faz parte de diversos processos químicos naturais, como a respiração e a fotossíntese, além do efeito estufa, regulando o clima da Terra e tornando-a habitável. Sem o CO2, por exemplo, a temperatura do planeta giraria em torno de -20º, o que impossibilitaria a vida.

O que ocorre é a queima demasiada de combustíveis fósseis, saturando a atmosfera com gás carbônico e elevando a temperatura média global. Assim, é preciso reduzir a emissão de carbono para que tenhamos um equilíbrio termodinâmico.

A evolução do carbono

É fundamental ressaltar que diversos foram os fatores ao longo do tempo que contribuíram para esse cenário, como a Revolução Industrial e o uso cada vez mais constante de veículos de combustão. No Brasil, para se ter uma noção, há atualmente um carro para quatro habitantes, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

O gráfico abaixo foi desenvolvido pelo cientista em clima Ed Hawkins, da Universidade de Reading (Inglaterra), e mostra a diferença da temperatura global entre 1850 e 2019. Quanto mais vermelho, mais quente está o planeta.

Warming Stripes for GLOBE from 1850-2019

Ao longo da história mais recente da Terra, intervenções feitas pelo ser humano contribuíram para o aumento progressivo das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e, em consequência, para o aquecimento do planeta.

Na tentativa de frear o avanço das mudanças climáticas, diversas mobilizações mundiais foram desenvolvidas, grande parte delas mediadas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Confira uma linha do tempo com marcos ambientais que permearam os 75 anos da ONU neste link e marcos importantes dos últimos 25 anos na evolução da política climática internacional neste outro link.

O que fazer para reduzir o carbono?

É preciso nos mobilizarmos de forma massiva. Não apenas cobrar atitudes de empresas e políticos, mas também tomar a frente, enquanto sociedade, de ações rotineiras que podem contribuir com uma menor emissão de CO2. Clique para saber como fazer parte dessa mudança.